Governo do Distrito Federal
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31/10/18 às 15h49 - Atualizado em 7/11/18 às 10h52

Mulheres lideram microempreendedorismo no DF

 

Uma Audiência Pública na Procuradoria Regional do Trabalho do Distrito Federal,  reuniu lideranças femininas de empresas públicas e privadas com representantes do governo do Distrito Federal e do Ministério Público do Trabalho para analisar o mercado de trabalho e a mão de obra feminina. A Audiência Pública marcou as ações  estratégicas, voltadas ao mercado de trabalho, no segundo semestre de 2018.3

 

A  Procuradora do  Trabalho do DF, Ludmila Reis Brito, que integra o grupo de trabalho de Gênero e representante regional da Coordenadoria de Igualdade  vai editar um documento com as principais  informações apresentadas pelos  palestrantes. Será uma cartilha distribuída para os setores envolvidos em assuntos trabalhistas.

Segundo o próprio MPT, baseado em dados do Instituto Locomotiva e do IBGE,  os números impressionam: As mulheres recebem 77% do salário dos homens, em um universo de 107 milhões de mulheres no Brasil. Em 20 anos, dobrou o número de mulheres chefes de família e  mais  8,3 milhões de brasileiras  passaram a integrar o mercado de trabalho ;  a variação saltou de 34% para 113%  de carteiras assinadas e elas movimentam por ano, R$ 1,787 trilhões.

Apesar dessa evolução é gritante a desigualdade  entre homens e mulheres nos ambientes de trabalho.

 

No Brasil, a remuneração média do homem é de R$ 2.408,00 contra R$ 1.863,00 da mulher. E em relação as mulheres negras, a diferença é ainda maior. Uma  mulher branca tem uma renda média de R$ 2.331,00 enquanto o homem recebe R$ 3.137,00. A mulher negra  ganha em média R$ 1.366 contra R$ 1.740,00 dos trabalhadores.

A equiparação de salários, injetaria R$ 461 bilhões na economia, dados projetados até abril de 2018, seguindo o INPC.

Essa discussão da realidade do mercado visa, oportunizar a  valorização, vencer o preconceito e casos de violência nas relações de trabalho, que já atingiram 43% das trabalhadoras brasileiras que, além de trabalhar fora, têm ainda, segundo estudos, 92 horas à mais com os afazeres domésticos ou cuidados com outras pessoas.

 

Após a maternidade, 48% das mulheres saem dos postos de trabalho, nos primeiros 12 meses após terem os filhos.

 

Foram essas informações que mulheres empreendedoras, voluntárias, empresárias, e representantes de grande marcas e empresas, discutiram e avaliaram programas  estratégicos criados por algumas dessas  empresas para criar um ambiente favorável para a produção e o bem estar permitindo a evolução da mulher no emprego e assegurando as vagas  criadas para o público feminino no mercado de trabalho.

A Secretária da Sedestmidh, Ilda Peliz destacou a importância de capacitar e incentivar o empreendedorismo e assim, valorizar a capacidade de geração de renda da mulher, ações que são priorizadas na secretaria de Estado do Trabalho.

No Distrito Federal, a mulher microempreendedora, que toma financiamentos da linha Prospera é responsável pela geração de rendas de 51% das famílias  no Distrito Federal.

 

Por Claudia Miani