Governo do Distrito Federal
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29/04/15 às 15h48 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Taxa de desemprego aumenta em março, mas é a menos para o perídodo

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Desemprego no DF sobe para 13,2%

Os resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)retratam  o mercado de trabalho em março no Distrito Federal e mostram que o desemprego aumentou de 12,3% para 13,2%.A pesquisa de março foi divulgada hoje (29) pela Codeplan, Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo e pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos.

Além dos índices sobre a taxa de desemprego total no Distrito Federal, a pesquisa traz também os quantitativos da população desempregada e ocupada, os setores que mais empregaram ou tiveram retração, o perfil desse mercado em relação à formalidade ou informalidade, tempo médio de procura por emprego e rendimento. A pesquisa aponta também o perfil desse mercado por sexo, raça, faixas etárias e salarial.

A pesquisa retrata ainda a alta concentração de postos de trabalho e de serviços no Plano Piloto, inclusive de empregos para quem tem ensino superior completo, um problema a ser resolvido pela geração de emprego e renda nas cidades do Distrito Federal e na Região Metropolitana, facilitando por essa medida a mobilidade social.

Eis os destaques e a íntegra da pesquisa.

TAXA DE DESEMPREGO AUMENTA EM MARÇO, MAS É A MENOR PARA O PERÍODO

1.  As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal  –  PED-DF, realizada pela Secretaria de Estado de Trabalho, CODEPLAN, DIEESE, em parceria com a Fundação SEADE, mostram que a taxa de desemprego total  aumentou de 12,3%, em fevereiro,para 13,2%, em março de 2015. Apesar do aumento, essa é a menor taxa para o mês de março desde 1992, ano do início da série histórica. Segundo as suas componentes, observou -se elevação na Taxa de Desemprego Aberto (de 9,6% para 10,4%) e relativa estabilidade na Taxa de Desemprego Oculto (de 2,7% para 2,8%) (Gráfico 1).

2.  O contingente de desempregados  no mês  em análise foi estimado  em 198  mil pessoas, 14  mil a mais do que o verificado no mês anterior.  Este resultado decorreu da redução no número de ocupados (-14 mil), já que a População Economicamente Ativa não variou (Tabela 1).  A  taxa de participação  –  indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos e mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas  –  ficou relativamente estável ao passar de 60,8% par para 60,6% (Tabela 1 – anexo).

3. Entre fevereiro e março de 2015, a taxa de desemprego total aumentou nos grupos de Regiões Administrativas do Distrito Federal:  Grupo 1,  que reúne as regiões de renda mais elevada (passou de 6,3% para 6,7%);  Grupo 2 de renda intermediária (de 9,8% para  10,8%) e  Grupo 3, que reúne as regiões de renda mais baixa (de 15,0% para 16,0%) (Gráfico 2).

4. Em março de 2015, o nível de ocupação diminuiu 1,1%. O total de ocupados foi estimado em 1.302 mil pessoas, 14 mil a menos do que em fevereiro. Sob a ótica setorial,  este resultado decorreu da redução na Construção (-9,7% ou menos 7 mil postos de trabalho) e nos Serviços (-1,0% ou menos 9 mil)  –  a Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, subsetor dos Serviços, registrou eliminação de 4 mil postos de trabalho.  Por outro lado, o Comércio foi o único setor que apresentou variação positiva (0,8% ou mais 2 mil). O total de ocupados na Indústria de transformação não se alterou em relação ao mês anterior. (Tabela 2).

5.  Segundo  posição na ocupação, em março, o número de assalariados reduziu-se em 1,8%, resultado do desempenho negativo no setor privado (-2,4%), uma vez que no setor público houve relativa estabilidade (-0,3%). No setor privado, diminuiu o assalariamento com  carteira de trabalho assinada (-2,2% ou menos 13 mil) e sem carteira (-4,2% ou menos 4 mil empregados). Aumentou o contingente de empregados domésticos (6,3% ou 5 mil) e, em menor proporção, o dos classificados nas demais posições (1,9% ou 2 mil) e diminuiu o de autônomos (  -2,0% ou menos 3 mil) (Tabela 3).

6. Entre janeiro e fevereiro de 2015, o rendimento médio real dos ocupados diminuiu 1,3% e, em menor intensidade, o dos assalariados (-0,4%). Em termos monetários, esses rendimentos passaram a ser R$ 2.712, para os ocupados e R$ 2.866, para os assalariados. O rendimento médio dos autônomos diminuiu (-0,9% de R$ 1.844 para R$ 1.827) (Tabela 4).

7. A Massa de Rendimentos Reais diminuiu para os ocupados e os assalariados (-1,9% e -0,8%, respectivamente), entre janeiro e fevereiro de 2015. Em ambos os casos, esse resultado decorreu, principalmente, da diminuição do rendimento médio real (Tabela 12 – anexo).